Crítica: Mulher-Maravilha 1984

Crítica: Mulher-Maravilha 1984

Após vários adiamentos, Mulher-Maravilha 1984 enfim chega aos cinemas brasileiros, e devo dizer, valeu a pena ter esperado tanto por este filme. Diferente do primeiro filme solo da heroína, o segundo filme é bem ambicioso, de início parece ter uma história simples assim como o filme anterior mas ao decorrer do tempo o filme se torna grande e apesar do filme se passar nos anos 80, ele toca em assuntos bem atuais e isto é um dos fatores que fazem o filme ser melhor que o anterior. Além disto, o filme também é cheio de esperança, otimismo e é bem emocionante.

Gal Gadot continua perfeita no papel de Mulher-Maravilha, e foi muito bom ver a interação dela com Chris Pine (Steve Trevor) no filme, pois além dos dois terem uma ótima química, temos uma troca de papéis, pois no primeiro filme vemos Diana mais inocente e sem conhecimento algum do mundo a fora enquanto o Steve ensina ela a como lidar com este mundo, e neste segundo filme, temos esta troca que rendeu interações muito boas entre os dois personagens e também uma ótima cena de drama entre os dois um ponto crucial da história do filme.

Os vilões do filme são outros pontos altos, em especial o vilão Maxwell Lord, onde vemos uma atuação incrível de Pedro Pascal. Ele é um vilão crível e inclusive com analogias a Donald Trump, e é onde entra a parte das críticas políticas que são tratadas durante o longa. Também tivemos a vilã Mulher-Leopardo, que é uma das vilãs mais clássicas da Mulher-Maravilha nos quadrinhos, e aqui tivemos uma ótima interpretação da Kristen Wiig, e com uma certa inspiração na Mulher-Gato de Michelle Pfeiffer no filme Batman: O Retorno, onde temos uma personagem com uma aparência de “nerd” mas ao decorrer do filme há um ocorrido onde a personagem passa por uma transformação e fica bonita, e apesar deste elemento já ter sido usado antes, aqui neste filme utilizam novamente mas de uma forma bem funcional para os dias de hoje.

As cenas de ação do filme são excelentes, temos várias sequências de tirar fôlego durante filme, Patty Jenkins já havia acertado muito bem no primeiro filme e agora trouxe cenas ainda melhores. A Trilha sonora do filme também é excelente, Hans Zimmer conseguiu se superar compondo a trilha sonora deste filme e ainda conseguiu reinventar o tema da Mulher-Maravilha que ele mesmo havia feito para o filme Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

Mulher-Maravilha 1984 é o filme que estávamos precisando ver, e é sem dúvidas o melhor filme do DCEU (DC Extended Universe).

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