O Mundo Fascinante de Blade Runner

O Mundo Fascinante de Blade Runner

Lançado em 1968, Androides Sonham com Ovelhas Elétricas? é um dos melhores livros do renomado autor Philip K. Dick e também igualmente um dos melhores no quesito ficção científica, tanto que chamou a atenção de um grande diretor de Hollywood, ninguém menos que Ridley Scott, que acabou comandando o longa que adapta o livro, filme esse que acabaria entrando para a história do cinema.

Sim, hoje falaremos de Blade Runner – O Caçador de Androides, um dos melhores e mais profundos filmes já produzidos.

Penso, Logo Existo.

Lançado em 1982, com roteiro de Hampton Fancher e David Peoples e estrelado pelo eterno Indiana Jones/Han Solo Harrison Ford, Blade Runner é um filme futurista, mas ao contrário de muitas produções á abordarem o futuro até então, o longa o mostra como um local inóspito e sombrio, com um mundo poluído e radioativo, onde o mero fato de viver é difícil.

Nesse mundo os ricos preferem viver em colônias espaciais e, nessas colônias o trabalho é feito por seres artificiais extremamente similares aos humanos, mas com tempo de vida limitado (geralmente quatro anos), os chamados replicantes criados pela Corporação Tyrell. Os replicantes da linha Nexus-6 são extremamente avançados e podem até se passarem por humanos, com a única forma eficaz de descobrir isso sendo através do teste Voight-Kampff.

Um grupo de replicantes Nexus-6 liderados por Roy Batty (Rutger Hauer), fogem para a Terra, mas especificamente para Los Angeles futurista (para época) ano de 2019, buscando ter liberdade e uma maneira de aumentarem os seus tempos de vida.

Eles passam á serem caçados pelo ex-policial Rick Deckard (Ford), um Blade Runner, alguém que vive para “aposentar” replicantes ilegais. Durante a sua perseguição aos replicantes Deckard acaba se apaixonando pela bela Rachael (Sean Young), justamente uma replicante, o que acaba complicando ainda mais a já difícil vida de Deckard.

Várias questões (e versões)

Blade Runner inicialmente parece ser só mais um filme de ação e ficção científica, mas logo ele revela ser bem mais do que só isso.

Abordando assuntos como religião, a influencia da tecnologia sobre o homem e a própria questão do que é ser humano, o filme se revela muito mais profundo do que aparenta inicialmente.

Outro ponto á se comentar é sua estética de um filme policial noir, contando com praticamente todos os elementos de um: Deckard sendo o típico detetive de moral duvidosa, a femme fatale representada aqui pela Rachael, o clima sombrio e até a narração do protagonista, na versão original do filme e por falar disso, outra coisa que devemos falar é que o filme tem várias versões, desde a original, a lançada nos cinemas, a do diretor e uma “oficial” denominada Final Cut, todas elas mostram elementos diferentes que alteram o entendimento da história.

Inspirações e o Impacto da Obra

Como toda obra que entra para a história, Blade Runner se inspirou em outras tão impactantes quanto, como o clássico do expressionismo alemão Metrópolis (que já fiz uma análise sobre ele aqui), na arte incrível e atemporal de Moebius e muito mais.

Mas apesar de toda a sua qualidade e história profunda, o filme não foi bem em bilheteria na época e dividiu a opinião da critica e só com o tempo se tornou o clássico cult que é hoje, o que também explica a demora para a franquia voltar para os cinemas, algo que aconteceu somente em 2017 com o também excelente Blade Runner 2049.

Por hoje é só, mas se você nunca viu Blade Runner (e a sua sequência), sugiro que mude logo isso, vai valer a pena. Também recomendado fortemente que leia o livro e, garanto que terá a uma boa diversão (e uma epifania).

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