Revendo a saga Skywalker

Revendo a saga Skywalker

A primeira era de Star Wars no cinema acabou, após quarenta anos de saga. Agora com poucos dias antes do Blu-Ray e do DVD de Ascensão Skywalker sair, uma quarentena mundial e muito tempo livre, nada melhor do que rever a saga que mudou o cinema. Nessa lista falaremos de todos os nove filmes da saga e um bônus com Rogue One. Então, aproveitem a lista e relembrem a saga com a gente.

Antes de mais nada, sabemos que muitos ainda estão incrédulos, pessoas tem morrido e parece que estamos vivendo em um medo constante de contrair Coronavirus. Façam a parte de vocês e lavem as mãos, evitem sair de casa e procurem se informar o suficiente, mas evitem procurar demais sobre para não causar ansiedade e mantenha contato com seus familiares, namorados ou namoradas e amigos.

Confira:

10 – Star Wars: Episódio 1 – A Ameaça Fantasma (George Lucas, 1999)

Lançado na virada do milênio no mesmo ano de vários outros filmes icônicos como Matrix, Beleza Americana, As Virgens Suicidas, Clube da Luta, Bruxa de Blair e o revolucionário O Sexto Sentido. Vocês pensam que por estar num ano com vários filmes amados, A Ameaça Fantasma foi amado também? Não.

No início até foi bem querido, mas com o tempo, os fãs foram percebendo a má qualidade do episódio. Mas o que faz o Episódio 1 ser ruim? Então, ele não é de todo o mal.

As cenas de ação são incríveis, a trilha sonora de John Williams é emocionante, a cena da corrida de pods é deslumbrante, o elenco é extremamente carismático e tem uma alma calorosa, abraça o cerne da franquia, mostra o que é Star Wars para uma nova geração. Mas nem tudo são flores. A direção do filme é muito fraca, o roteiro é bobo, cheio de frases de efeito sem sentido e mal encaixadas e tenta se levar a sério demais quando não precisa, além do filme parecer não chegar em lugar nenhum, o CGI também chega a ser muito datado, chega a ser feito para a própria época.

A Ameaça Fantasma é ruim mas ao mesmo tempo consegue ser bom quando abraça a galhofa, mas não se segura.

Nota: 5,5/10

9 – Star Wars: Episódio 2 – Ataque dos Clones (George Lucas, 2002)

O verdadeiro pior episódio da franquia. Lançado no mesmo ano que O Chamado, Harry Potter: E A Câmera Secreta, Minority Report e Homem-Aranha. Star Wars parece que sempre esteve nos momentos mais decisivos e diversos da cultura pop. Em 2002, já estava vivenciando uma outra maneira de fazer filme, a qual não estava se adaptando.

Ataque dos Clones é o episódio mais chato de toda a franquia. Ele não tem ritmo, não tem alma, todo o elenco está fraco, tirando o Ewan McGregor.

O filme, como segundo capítulo, não estabelece nada de muito forte para a terceira parte, não vai para nenhum lugar, qlém de ter diálogos extremamente mal trabalhados.

O que salva o filme do desastre total é o ator Ewan McGregor e seu núcleo, entregando um plot minimamente bom e coerente. As cenas finais também são muito boas.

Ataque dos Clones é apenas uma enrolação sem fim, sem um roteiro bem concluído e sem rumo.

Nota: 5/10

8 – Star Wars: Episódio 3 – A Vingança dos Sith (George Lucas, 2005)

Lançado no mesmo ano em que Guerra dos Mundos, Madagascar e Batman Begins, A Vingança dos Sith, conclui bem uma trilogia ruim.

Depois de dois episódios ruins e uma má recepção dos fãs, não havia mais fé para Star Wars, mas o Episódio 3 acaba surpreendendo muito. Ele é um filme pé no chão, tudo acaba se interligando e ele usa sua grandiosidade muito bem. Tem a carga dramática necessária, além de uma direção bem empenhada e com os atores finalmente mostrando seus potenciais em cena.

O que enfraquece o filme é a falta de informações necessárias e de um desenvolvimento muito maior de personagens, o que torna certos momentos mais vazios quando analisados a fundo.

Esta trilogia foi um erro, não avançou a trama e muito menos apresentou informações condizentes com a trilogia original, além de serem filmes datados e fracos, mas seu episódio final entrega os fãs muito bem o que precisam.

Nota: 7/10

7 – Rogue One: Uma História Star Wars (Gareth Edwards, 2016)

2016 foi um ano bem divisível para o cinema. Tivemos os aclamados Guerra Civil, Deadpool e Mogli: O Menino Lobo; os massacrados Batman v Superman, Esquadrão Suicida e X-men: Apocalipse; por fim os premiados La La Land, Moonlight e A Chegada. Mas nenhum filme chega a ser unânime como Rogue One.

O filme abraça o coração da franquia e entrega o verdadeiro significado de Star Wars, mas sem deixar se guiar por nostalgia.

Parece que chegou num consenso de que este é o melhor filme Star Wars, mesmo sendo um pouco equivocado, Rogue One apresenta uma trama consistente, personagens importantes na trama e não excessivos, sabe ser bem coeso nas suas decisões narrativas, apresenta uma carga dramática acertada, além da direção muito forte de Gareth Edwards.

O que enfraquece o filme é o fato dele ser antológico, ou seja, precisava terminar ali, o que fez com que atrapalhasse alguns atores a encontrar direito seus personagens.

Rogue One: Uma História Star Wars consegue ser um ótimo adicional para a franquia e acrescenta muito mais para a trilogia original, se encontrando muito bem na cronologia. É muito pé no chão para essa franquia e estranhamente inovador para o universo.

Nota: 9/10

6 – Star Wars: Episódio 4 – Uma Nova Esperança (George Lucas, 1977)

Esse é um filme revolucionário, trouxe coisas novas para o cinema e uma narrativa muito bem fechada, apresentando um conceito narrativo novo e criando a jornada do herói como a conhecemos hoje.

George Lucas sabe apresentar bem esse mundo, criar uma linha narrativa coesa, bem construída, dando o papel certo para cada personagem e explorando suas personalidades em cena.

O roteiro é ótimo, além de saber criar uma aventura, o filme dá aos personagens decisões baseadas em suas personalidades, além do seu tom bem trabalhado. Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford criam seus personagens de maneira maravilhosa, são atores incríveis.

Apesar dos acertos, a direção de Lucas continua um pouco fraca, o que afeta um pouco o elenco na hora de entregar algo mais pesado em cena, apesar de estarem ótimos.

Uma Nova Esperança é o filme definitivo sobre cultura pop, é necessário para qualquer fã de qualquer franquia.

Nota: 8/10

5 – Star Wars: Episódio 5 – Império Contra-Ataca (Irvin Kershner, 1980)

Império Contra-Ataca é o melhor filme de toda a franquia até hoje. Irvin Kershner entrega uma direção muito forte e pé no chão, sua sintonia com todo o elenco é magnética, deixando todos os atores mais seguros, cria um trabalho visual completo e ainda atual. Explora seus recursos narrativos muito bem indo ao ponto perfeito de encontro entre roteiro e filme, ousando e narrando uma história única até hoje.

Sequências nunca mais foram a mesma após Episódio 5. Os roteiristas Leigh Brackett e Lawrence Kasdan respondem as perguntas deixada pelo Episódio 4 de maneira genial, quebrando toda a expectativa, eles até trazem de volta as mesmas perguntas para o espectador mas em outro tom, te fazendo se intrigar, mergulhando na carga dramática. É totalmente frustrante e intrigante cada revelação, criando uma montanha-russa de sentimentos. É envolvente, visceral, obscuro e cru.

Império Contra-Ataca é a sequência ideal que qualquer filme da cultura pop não pode ser igual. As melhores sequências sempre vão por um caminho contrário a este, só olhe para X-men 2, Dias de Um Futuro Esquecido, Capitão América 2, Homem-Aranha 2, Batman: O Retorno, até mesmo Star Wars: Episódio 8 – Os Últimos Jedi e várias outras sequências incríveis da cultura pop. Nenhuma delas tenta ser Império Contra-Ataca, porque não tem como ser.

Nota: 10/10

4 – Star Wars: Episódio 6 – O Retorno do Jedi (Richard Marquand, 1983)

A conclusão da primeira trilogia de Star Wars no cinema, apesar de não chegar no mesmo nível dos outros, ainda é um prato cheio para qualquer um.

A finalização da trilogia acaba indo para caminhos opostos ao do esperado, estabelecendo um ritmo mais calmo e mais paciente, aos poucos relembrando a franquia da onde ela parou e homenageando os seus antecessores nos minutos que se inicia. Após 40 minutos de filme a trama engata de verdade, indo para rumos inesperados, apresentando algumas novidades para a franquia e se enfiando no meio de toda a diversão e paixão dentro de si.

O filme consegue equilibrar bem seu lado divertido e o lado sério, sem deixar escapar em nenhum momento a qualidade.

As cenas da Carrie Fisher com Harrison Ford são magnéticas, enquanto Mark Hamill entrega uma performance incrível, assim como Ian McDiarmid e sua interpretação do vil Imperador Palpatine.

O que enfraquece o episódio é a forma que o filme tenta apressar sua finalização, respondendo logo tudo no início e deixando o mais importante para o final, criando uma pequena barriga no filme e tendo que inventar até uma irmã para Luke Skywalker, sendo o artifício de roteiro mais fraco pro filme e não tendo como colocar Leia Organa na batalha contra o Imperador, utilizando a personagem numa trama mais comum e menos épica.

O Retorno do Jedi é um dos filmes mais divertidos de toda a franquia e apesar de se atrapalhar um pouco ainda finaliza bem a história. Poderia ser bem melhor e maior, mas ainda não faz feio.

Nota: 7,5/10

3 – Star Wars: Episódio 7 – O Despertar da Força (J.J Abrams, 2015)

O primeiro filme da franquia depois de 10 anos, com J.J Abrams na direção, com um novo olhar para a franquia mais importante do cinema. O Despertar da Força é o melhor retorno para uma franquia depois de tanto tempo sem ela.

Muitos dizem que o Episódio 7 é apenas uma cópia do Episódio 4, mas na verdade, o filme utiliza apenas de alguns recursos narrativos similares, porém consegue andar com as próprias pernas quando precisa e é tão bom ver um filme tão dinâmico quanto O Despertar da Força.

A direção de J.J traz um gás que a franquia estava precisando, se aventurando na mitologia da própria franquia e explorando ares novos através da visão de novos personagens carismáticos e divertidos.

Com uma trama recheada de diversão, drama e cenas de ação fantásticas que apresentam um deleite visual. O filme em alguns momentos até abre mão de algumas figurinhas premiadas da franquia e ousa matando personagens tão importantes e queridos, chegando a cruzar linhas significativas que o Episódio 4 não cruzou.

Daisy Ridley apresenta Rey com uma paixão pela sua personagem, enquanto John Boyega se entrega totalmente, Harrison Ford e Carrie Fisher voltam a brilhar em seus papéis.

É um filme que a franquia precisava para reviver a sua preciosa marca. O Despertar da Força é um presente para os fãs.

Nota: 8,5/10

2 – Star Wars: Episódio 8 – Os Últimos Jedi (Rian Johnson, 2017)

O segundo capítulo da trilogia sequência chegou aos cinemas causando uma divisão entre os fãs, alguns amaram e outros odiaram, mas esse filme só prova que os próprios fãs da franquia nunca prestaram atenção ao que ela se propõe.

Os Últimos Jedi começa aonde seu antecessor para, com sequências de ação frenéticas e de tirar o fôlego, criando sequências espetaculares.

Com uma direção firme e pé no chão, Rian Johnson, traz conceitos novos e trabalha conceitos antigos, mostrando que não só sabe o que fazer, mas também como encaminhar uma história para seu fim, além de possuir uma grande direção de elenco.

O filme é cheio de momentos tensos, de carga dramática pesada, pressionando seus personagens principais a fazerem suas escolhas baseadas em conflitos internos e externos, além de fazer um bom uso do recurso de tramas paralelas ligadas por uma transversal (sim, vou usar conceitos geométrico), explorando a dualidade da resistência e da força. Apresentando um terceiro ato incrível, culminando em ações pesadas e um peso gigante no telespectador.

O elenco ainda demonstra uma monstruosidade na atuação. Daisy Ridley, Mark Hamill e Adam Driver possuem uma ótima química em tela e suas cenas juntos são uma aula de atuação. John Boyega e Kelly Marie Tran são fofos juntos. Enquanto Laura Dern e Carrie Fisher já carregam mais da parte dramática do filme.

Os Últimos Jedi é uma resposta para qualquer pessoa que diz que não há cinema pipoca de qualidade, ou que apenas vê filmes da Marvel, e quebra a cara dos fãs mais saudosistas da franquia. Ele mostra uma trama fora da obviedade com uma quebra de espectativa, um ótimo trabalho de personagens e uma direção impecável.

Nota: 9,5/10

1 – Star Wars: Episódio 9 – A Ascensão Skywalker (J.J Abrams, 2019)

Após a má recepção dos fãs com Os Últimos Jedi, a Lucasfilm optou por retirar Cólon Teverrow do Episódio 9 e colocar novamente o J.J Abrams. O que pode não ter sido a escolha mais sensata.

Apesar de seu ótimo trabalho em O Despertar da Força, J.J Abrams, parece não saber o que fazer aqui. Com um roteiro cheio de furos e conveniências errôneas, o filme passa a sua primeira hora inteira tentando agradar os fãs em momentos corridos, diálogos mal acabados e um desrespeito gigante com o trabalho de Rian Johnson, fazendo a trama não andar, ficar sem vida e em diversos momentos parecer que o filme não tem rumo.

Após a primeira hora o filme muda totalmente sua essência, encontra o seu rumo e começa a avançar sua trama, aí que o filme deixa de ser apenas um fan service e mais uma conclusão.

Com diversos momentos de carga dramática pesada, cenas de luta bem coreografadas e cenas emocionantes com os atores. Além de saber abraçar a essência da saga.

A Ascensão Skywalker não é um filme tão bom, mas ele encerra bem a saga nos cinemas. Seu maior erro é não sair do conveniente e explorar o seu potencial, sendo apenas um filme mais do mesmo sem chegar no seu máximo. É triste porque há tanto que o filme poderia fazer.

Nota: 6/10

ORDEM PARA MARATONAR

Enquanto muitos em casa se encontram em quarentena, é sempre bom ter alguma coisinha para fazer, então separamos a melhor ordem para se ver Star Wars.

Confira:

1 – Rogue One: Uma História Star Wars
2 – Star Wars: Episódio 4 – Uma Nova Esperança
3 – Star Wars: Episódio 5 – Império Contra-Ataca
4 – Star Wars: Episódio 3 – A Vingança dos Sith
5 – Star Wars: Episódio 6 – Retorno do Jedi
6 – Star Wars: Episódio 7 – O Despertar da Força
7 – Star Wars: Episódio 8 – Os Últimos Jedi
8 – Star Wars: Episódio 9 – A Ascensão Skywalker

Pronto! Esperamos que curta a ordem de maratona e tenha uma quarentena pacífica.

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