Opinião: Star Wars: A Ascensão Skywalker

Opinião: Star Wars: A Ascensão Skywalker

Sem dúvidas a frase “não dá pra agradar a todos” nunca foi tão verdadeira na saga Star Wars. A Ascensão Skywalker com certeza será por anos e até décadas o filme que vai mais ser debatido pela sua história, escolhas e legado. J.J. Abrams tinha o difícil desafio de lidar com as decisões polêmicas tomadas por Rian Johson em Os Últimos Jedi e, para ser mais direto, teve que apelar para trazer novamente Palpatine e fazer o “feijão com arroz” no roteiro para tentar não ousar ao ponto dos fãs odiarem o nono episódio da saga.

Em fato, o filme final da história da linhagem Skywalker surpreende por algumas decisões mas não têm o peso que deveriam ter, parecendo por muitas vezes que muita coisa do filme que daria mais atenção a estes pontos acabaram ficando de fora da edição final. É preciso deixar claro que algumas destas decisões não são boas e tiram consideravelmente a qualidade da obra.

Porém, as coisas boas que existem no filme elevam grandemente o seu patamar, entregando da melhor e maior maneira que você possa imaginar as coisas esperadas e as surpresas. O fan service está presente, de forma até exagerada, mas acrescenta o elemento “épico” em diversos momentos. Definitivamente os fãs mais atuais da franquia defenderão o fechamento da saga com unhas e dentes, já que a passagem de tocha foi finalizada e os quatro protagonistas são o total foco da história e do roteiro que, em pontos da história deixa a desejar, consegue desenvolver bem grande parte dos personagens.

A verdadeira “guerra” vai ser entre os fãs mais ferrenhos da saga (como este que vos fala), já que muitos aceitarão de cabeça aberta o destino da franquia enquanto outros dirão que este é de longe o pior filme da saga, algo completamente compreensível pois Abrams e a Disney entregaram sua Visão e o que querem para Star Wars.

O filme tem seus pontos fracos, especialmente com relação a Palpatine em certos quesitos, os Cavaleiros de Ren e um assunto sobre a Força que vai deixar muita gente indignada, mas o encerramento de uma história começada há 42 anos atrás é coeso, decente e consegue lidar bem com a maioria das pontas que seu antecessor deixou. Mesmo assim, é aquele tipo de obra que você entende perfeitamente o ódio de muitas pessoas por ela.

Nota: 8.6

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